Após depressão profunda, mulher encontra alívio emocional em bebês reborn 6e5647
Maria Aparecida viu na comunidade reborn um incentivo para voltar a viver após uma depressão profunda que a isolou do mundo 5d5m3x
Maria Aparecida superou a depressão profunda e a síndrome do pânico ao encontrar alívio emocional e uma rede de apoio na comunidade de colecionadores de bebês reborn, transformando sua rotina e resgatando sua vitalidade.
Durante mais de uma década, Maria Aparecida Donizete viveu para cuidar do marido, que ficou acamado em 2010. A dedicação total isolou-a do mundo. "Deixei de viver. Não participava mais de saídas de casa, de nada", contou em entrevista ao Terra Agora nesta quinta-feira, 15. Em 2017, a morte da mãe, com quem dividia a casa, mergulhou Maria Aparecida em uma depressão profunda. A vida, até então marcada por obrigações, parecia não ter mais sentido algum. 4l5z4s
"Não conseguia atender telefone, não conseguia abrir o portão. Nada." Buscou ajuda médica, procurou psiquiatra, mas, segundo ela, o tratamento não fazia efeito. "Eu não tinha força para sair." As crises se intensificaram. "Um dia ei muito mal. Quase desmaiei, uma dor no peito muito forte, comecei a tremer, a ter taquicardia. Achei que estivesse infartando." Na UPA, o diagnóstico: síndrome do pânico.
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Foi só em maio de 2022 que algo começou a mudar. Ainda reclusa, Maria Aparecida aceitou um convite do filho para uma breve saída até o Parque Ibirapuera, em São Paulo. Lá, teve um encontro improvável: um grupo reunido com bebês de aparência realista. Era uma reunião de colecionadores de bebês reborn, bonecos hiper-realistas, feitos à mão, que simulam recém-nascidos.
O interesse foi imediato. O brilho nos olhos da mãe comoveu o filho, que um mês depois a presenteou com o primeiro bebê reborn. Quando ela abriu a caixa e viu o presente, não conseguiu conter as lágrimas.
Mas o encanto foi além do boneco. Maria Aparecida se apaixonou pela comunidade e pela união. Então, ela entrou em contato com a organizadora do encontro e logo ou a frequentar as reuniões com outras "mamães reborn". Hoje, tem oito bebês.
Os encontros ocorrem principalmente nos parques Ibirapuera e Villa-Lobos. "Fazemos piquenique, é uma tarde muito gostosa. O que chama a atenção é a amizade que criamos entre colecionadoras, iradoras da arte e entre as ‘cegonhas’ (as artistas que fazem os bebês)."
O impacto em sua vida foi imenso. "Hoje, graças a Deus, tenho uma vida praticamente normal. Já saio de casa, já vou para o mercado, já consigo resolver problemas." Os bebês, no entanto, só saem para os encontros. "Eles ficam no cantinho deles. Uma vez por semana eu tiro o pó, porque é uma arte, e é caro", explica. Ela também troca as roupas e cuida dos fios de cabelo sintético com creme. "É por prazer. É um hobby."